Abril

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Semana Santa – preservando uma das mais antigas tradições católicas da Bahia, o período é ideal para quem deseja conhecer algumas das mais belas igrejas cidade. Organizada pela Irmandade da Ordem Terceira do Carmo, a programação tem início com a celebração da memória de Nossa Senhora das Dores, na Igreja da Ordem Terceira do Carmo e a Procissão do Encontro, uma semana antes da sexta-feira santa. No Domingo de Ramos, a Igreja da Santa Casa de Misericórdia abençoa e distribui os tradicionais ramos aos fieis, em seguida a Missa de Ramos é celebrada na Igreja Matriz. No mesmo dia, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo recebe o Ato dos Sete Passos, um dos auges da celebração, que revive o caminho de Cristo para o calvário. Na terça-feira, a Igreja Matriz sedia a Celebração Penitencial e recebe as confissões dos fieis. Na quarta-feira, acontecem missas na Igreja da Santa Casa de Misericórdia, na Casa dos Velhos, e na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, que realiza a Celebração das Dores de Maria. A quinta-feira dá início ao Tríduo Pascal com a missa da Ceia do Senhor e a Cerimônia do Lava-Pés, na Igreja Matriz. Na mesma noite, os fieis dão início a Vigília Eucarística, na Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Na Sexta-Feira Santa, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, celebra a Paixão e Morte de Jesus. Em seguida, acontece a procissão do Senhor Morto. As atividades continuam no sábado, com a Vigília Pascal e a Procissão do Cristo Ressuscitado. No domingo, a missa de Páscoa encerra as atividades da Semana Santa. Queima de Judas – Preservando as manifestações populares da Semana Santa, as comunidades de Currais Velhos, Caquende, Tabuleiro da Vitória, realizam há décadas a Queima do Judas. A tradição seria uma maneira de os católicos se vingarem da traição de Judas contra Jesus Cristo. Na brincadeira, os bonecos são vestidos com roupas velhas e enxertados com restos de tecido e queimados no domingo da Páscoa. Segundo a tradição popular, antes de ‘morrer’ enforcado, como o traidor bíblico, o boneco tem que apanhar bastante e ser xingado, ao que se intitula o verbo ‘malhar’ o Judas. A programação reúne ainda grupos musicais locais que animam a festa, acompanhada de leilões e gincanas entre moradores da comunidade. Paixão de Cristo – ainda durante a Semana Santa, a cidade de São Félix transforma-se na “Nova Jerusalém do Recôncavo”. O drama da Paixão de Cristo é encenado por cerca de 200 jovens e crianças das comunidades locais em um espetáculo que percorre as ruas remontando a crucificação de Jesus Cristo em 17 atos por diferentes pontos da cidade. Circuito de Jegue/ Corrida de Mandús – outra atração da Semana Santa na cidade é o Circuito de Jegue. Nesta animada competição, realizada pela comunidade da Caanga, vários grupos de cavalgada da região se reúnem disputando prêmios como o animal mais bonito, enfeitado, bem cuidado e até para o nome mais engraçado, sempre com categorias inusitadas. Para completar as comemorações populares o Grupo Teatral Expressão organiza a Corrida de Mandús. O personagem secular, típico das festas religiosas da região, é a fantasia da disputa, que segue por ruas da cidade, também contando com prêmios inusitados para os primeiros colocados. A animação da festa fica por conta da apresentação de grupos musicais locais. Festa dos Mentirosos – sem dúvidas um dos festejos populares mais curiosos e pitorescos do Recôncavo acontece no Povoado de São Braz durante o final de semana que antecede o 1º de abril, considerado por muitos como Dia da Mentira. Durante a festa acontecem brincadeiras como Festivas de Mentiras, além de apresentações de manifestações culturais locais como a Burrinha de Acupe e o Bumba-meu-Boi e espetáculos teatrais de rua.

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