Maio

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Festa do Divino – a tradição de origem portuguesa é mantida desde o século XVIII em Cachoeira e todos os anos escolhe uma criança para ocupar o cargo de Imperador da festa. Após a missa, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o Imperador e sua corte desfilam pelas ruas da cidade, conduzindo a bandeira do Espírito Santo. No passado, havia ainda um ato simbólico, em que o cortejo ia até a delegacia, onde o Imperador libertava um preso passando a Bandeira do Divino sobre o ex-condenado. Procissão de Corpus Christi – a cerimônia é organizada pela Paróquia de Nossa Senhora do Rosário e a Câmara de Vereadores de Cachoeira e tem sua data definida de acordo com a Quaresma. O evento é aberto com uma missa solene, em seguida acontece a procissão. O andor da Custódia é conduzido por autoridades locais, que seguem encerrando a celebração com a benção do Santíssimo Sacramento. Lavagem do Beco do Fuxico – a irreverência é a principal marca festa, que acontece sempre no segundo domingo do mês de maio na Rua Manoel Passos, em São Félix, popularmente conhecida como Beco do Fuxico, por suas histórias e casos populares. O festejo popular reúne todos os anos um cortejo diferente, formado por cerca cem homens travestidos de baianas, que realizam um cortejo partindo do Bairro 135 até o Beco do Fuxico. Durante todo o dia de festa é notável a presença dos participantes da brincadeira, transitando pela cidade e divertindo moradores e visitantes com muita alegria, cantos e danças. Bembé do Mercado – Corruptela da palavra africana Candomblé, o Bembé do Mercado iniciou-se como uma comemoração à Abolição da Escravatura assegurada pela Lei Áurea, em 1888. A festa tornou-se ao longo dos anos uma verdadeira aula de história e cultura ao ar livre, de grande relevância para o Povo de Santo atraindo centenas de turistas para a cidade. Único Candomblé de Rua da Bahia, o Bembé acontece em datas variadas em torno do dia 13 de março, quando a Abolição foi oficializada, no Largo do Mercado, onde um belíssimo barracão é erguido para receber as danças, ritos e cantos em afirmação à força dos Orixás, símbolos de resistência na diáspora africana. O festejo dura cinco dias e conta também com manifestações culturais como Maculelê, Capoeira, Nego Fugido, Samba de Roda, Burrinha de Acupe, culminando com a entrega dos presentes à Yemanjá no domingo, uma bela celebração na beira do mar.

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