Março

Compartilhe:

Aniversário de Cachoeira – comemorando a elevação da antiga Vila de Nossa Senhora do Porto da Cachoeira à categoria de cidade, no dia 13 de março é realizada uma cerimônia cívica que recebe diversas autoridades políticas, religiosas e militares, além de cachoeiranos que homenageiam os heróis de guerra com menções honrosas, alvoradas e desfiles de bandas marciais e filarmônicas. Semana Santa – preservando uma das mais antigas tradições católicas da Bahia, o período é ideal para quem deseja conhecer algumas das mais belas igrejas cidade. Organizada pela Irmandade da Ordem Terceira do Carmo, a programação tem início com a celebração da memória de Nossa Senhora das Dores, na Igreja da Ordem Terceira do Carmo e a Procissão do Encontro, uma semana antes da sexta-feira santa. No Domingo de Ramos, a Igreja da Santa Casa de Misericórdia abençoa e distribui os tradicionais ramos aos fieis, em seguida a Missa de Ramos é celebrada na Igreja Matriz. No mesmo dia, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo recebe o Ato dos Sete Passos, um dos auges da celebração, que revive o caminho de Cristo para o calvário. Na terça-feira, a Igreja Matriz sedia a Celebração Penitencial e recebe as confissões dos fieis. Na quarta-feira, acontecem missas na Igreja da Santa Casa de Misericórdia, na Casa dos Velhos, e na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, que realiza a Celebração das Dores de Maria. A quinta-feira dá início ao Tríduo Pascal com a missa da Ceia do Senhor e a Cerimônia do Lava-Pés, na Igreja Matriz. Na mesma noite, os fieis dão início a Vigília Eucarística, na Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Na Sexta-Feira Santa, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, celebra a Paixão e Morte de Jesus. Em seguida, acontece a procissão do Senhor Morto. As atividades continuam no sábado, com a Vigília Pascal e a Procissão do Cristo Ressuscitado. No domingo, a missa de Páscoa encerra as atividades da Semana Santa. Queima de Judas – preservando as manifestações populares da Semana Santa, as comunidades de Currais Velhos, Caquende, Tabuleiro da Vitória, realizam há décadas a Queima do Judas. A tradição seria uma maneira de os católicos se vingarem da traição de Judas contra Jesus Cristo. Na brincadeira, os bonecos são vestidos com roupas velhas e enxertados com restos de tecido. Segunda a tradição popular, antes de ‘morrer’ enforcado, como o traidor bíblico, o boneco tem que apanhar bastante e ser xingado, ao que se intitula o verbo ‘malhar’ o Judas. A programação reúne ainda grupos musicais locais que anima a festa, acompanha de leilões e gincanas entre a comunidade. Paixão de Cristo – ainda durante a Semana Santa, a cidade de São Félix transforma-se na “Nova Jerusalém do Recôncavo”. O drama da Paixão de Cristo é encenado por cerca de 200 jovens e crianças das comunidades locais em um espetáculo que percorre as ruas remontando a crucificação de Jesus Cristo em 17 atos por diferentes pontos da cidade de São Félix. Circuito de Jegue/ Corrida de Mandús – outra atração da Semana Santa na cidade é o Circuito de Jegue. Nesta animada competição, realizada pela comunidade da Caanga, vários grupos de cavalgada da região se reúnem disputando prêmios como o animal mais bonito, enfeitado, bem cuidado e até para o nome mais engraçado, sempre com categorias inusitadas. Para completar as comemorações populares o Grupo Teatral Expressão organiza a Corrida de Mandús. O personagem secular, típico das festas religiosas da região, é a fantasia da disputa, que segue por ruas da cidade, também contando com prêmios inusitados para os primeiros colocados. A animação da festa fica por conta da apresentação de grupos musicais locais. Aniversário de Santo Amaro – na mesma data de Cachoeira também celebra-se a elevação de Santo Amaro à categoria de cidade. Antes vila, a prosperidade da produção de açúcar foi responsável pela mola econômica que ainda hoje notada em longos territórios de monocultura da famosa cana. Feira do Porto – durante o período em que os católicos comemoram a Semana Santa, variando de data conforme os anos, o distrito de Acupe realiza uma das maiores e mais tradicionais feiras-livres da região no porto. Tudo começou com os mercadores do passado que chegam em busca de produtos que ainda hoje podem ser encontrados e negociados como mariscos, peixes, azeite de dendê, camarão seco, entre outras iguarias que fazem a farta mesa baiana. Hoje, essa tradição se transformou em uma grande festa popular com barracas de pescados, de comidas típicas e apresentações de grupos musicais como o Samba de Roda.

Comente: