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Cachoeira, cidade onde se originou este projeto, se situa em uma região geográfica entre as mais preservadas cidades históricas do Brasil, localizada no Vale do Iguape, banhada pelo Rio Paraguaçu, afluente pelo qual se deu a partir de 1531 a colonização portuguesa e a produção açucareira no seu território, ainda no século XVI; território este posteriormente, no século XX, denominado como Recôncavo Baiano e de onde se emanciparam outros municípios a partir dos limites do território de Cachoeira.

Diversificada em suas manifestações populares, sobretudo dado o hibridismo entre culturas europeias, ameríndias e predominantemente culturas africanas, o município tem potencial turístico em praticamente todo seu espaço urbano e rural. Seus títulos de Cidade Heroica e Monumento Nacional, provenientes do tombamento como patrimônio pelo IPHAN desde 1971, se devem a sua importância histórica nas lutas no processo de independência do Brasil e conservação arquitetônica do núcleo urbano. Esta cidade é o centro de onde surge uma espiral-rede que se engaja hoje para alcançar em escala mais espaços do Recôncavo.

Nos últimos 30 anos, devido à ausência de investimentos públicos ou privados em ações continuadas e alinhadas para a Cultura e o Turismo, a cidade perdeu oportunidades de progresso com negócios criativos e sustentáveis através do Turismo Cultural. Ainda assim, atividades cooperativas em Cachoeira tem se destacado em nível nacional na última década, dada a diversidade da cidade e seus séculos de hibridismos culturais e as conjunturas desde a implantação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) na última década.

Com a implantação dos cursos do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL/UFRB), em 2007, as dinâmicas das atividades sociais e culturais, as produções difundidas nas redes sociais e criação de novos sítios de web regional passaram a ser multiplicadas. Além disso é possível perceber o desenvolvimento para diferentes classes de trabalhadores da cultura e do turismo que foi possível nas dadas proporções a partir de práticas de capacitação e inclusão que essa instituição passou a realizar na cidade.

O Coletivo A Ponte foi criado em outubro de 2012 por uma organização de pessoas físicas. Formado por agentes diversificados e produtivos da cultura, da mídia livre e das artes da cidade de Cachoeira que aderiram a uma proposta do idealizador e co-fundador, então estudante universitário de Jornalismo, Toni Caldas, que criou uma plataforma digital livre e convidou a outros membros de diferentes cursos do CAHL/UFRB, estudantes que passaram a integrar a população local.

Estes residentes da cidade tinham um comum objetivo de autogestão da comunicação do local por mediação de pessoas de diferentes interesses culturais e classes sociais, sem agremiações partidárias ou coorporativas, produzindo em conjunto um arranjo de conteúdos em multimídias livres (imagens, vídeos, textos e áudios) somados as cartografias digitais (georreferenciadas), utilizando de multitécnicas por meio de 3 premissas de comunicação autogerida.

A primeira é das cartografias afetivas, agindo desde 2012 na promoção do turismo cultural de experiência e ecologicamente sustentável. A segunda é a diversidade cultural para valorização de uma pauta midiática democrática com início em 2013. A terceira é a capacitação técnica para comunicações, tendo início em 2017, entre visões individuais e coletivas, locais e globais, realizando fóruns, oficinas, debates e mostras artísticas apresentadas em formato de simpósio com temas como informação, tecnologia e cultura.